segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A mulher que se joga...

O maior e melhor espetáculo da terra é o feito pela mulher que se joga. Ah, como eu amo a mulher que se joga!

Se joga no trabalho, no amor, na fézinha de fim de ano..pq a vida é mesmo pra ser vivida, sem medo e trauma nenhum!

A mulher que se joga é feita de carinho, por tudo e todos. Mas não o faz por interesse algum, puxa-saquismo, fetiche nem mania de querer ser o centro das atenções: sabe, mais que ninguém, que gentileza gera mais gentileza, e triste de quem gosta de almoçar rancor e de dormir de conchinha com negativismos de toda ordem.

A mulher que se joga é forte, porque sabe reconhecer as suas fraquezas e seus defeitos. Sabe que, no meio das suas andanças, pode ser sim mal interpretada, mas dá de ombros a tudo isso, pois certos rótulos, preconceitos e outras quinquilharias são puro rancor de quem vive igual aquelas agências de risco, classificando e alertando tudo quanto é coisa e pessoa!

E há mais! A mulher que se joga, quando está triste, chora com toda sua alma. Ó céus! É tristeza e choro no seu quarto, no metrô, até no banheiro do escritório, depois de uma reunião em que literalmente "botou o pau na mesa". Mas não se enganem: ela pode cair e se machucar, quantas vezes for preciso, mas logo se levanta, bota um sorriso no rosto, retoca a maquiagem e parte para uma nova batalha!

E quando ela se apaixona? Meu deus! Parece levitar! Levita como um personagem da Disney seguindo o cheiro da sua refeição, flutua como se fosse a pessoa mais leve do mundo!

Êta coisa mais linda quando uma mulher que se joga se apaixona! Porquê o amor pra ela (e tinha que ser para todos) é feito de hipérboles, como nos dramas mexicanos ou como naquele primeiro romance nosso da adolescência, onde tudo é lindo, tudo é perfeito e parece ser para sempre, amém!

Por isso meu rapaz, se você tiver a sorte de ter uma mulher que se joga apaixonada por você, nunca, jamais, nem por decreto presidencial ou súmula vinculante duvide dos sentimentos dela! Não a julgue, nem a questione, e dê a ela as únicas coisas que ela espera de você: carinho, respeito, compreensão, amizade e um pouco de sacanagem, claro, porque ninguém é de ferro!

Experimente você também e se jogue, pule de penhascos, se arrisque! Vá e se deixe contagiar pela mulher que se joga! Tenha-a em seus braços sempre e leve ela para lugares nunca dantes vistos, seja pelos seus olhos, seja pelo seu coração.

Não seja covarde meu amigo! Chega de picuinhas, meu companheiro! Se arrisque e viva sem medo também! Antes que seja tarde demais e você perceba que ela se cansou da sua quadradice bem comportada, neoliberal, e foi procurar quem realmente desse valor pra ela.

E, caso vc tenha perdido uma jóia dessas, não se intimide: o gênero feminino está repleto de exemplares dela por aí. Sexo frágil? Nada! Força mesmo é cuidar, amar e chorar de peito aberto, sem as fofoquinhas, frescurites e nojinhos do nosso tão caro orgulho testeronizado.

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