Declarar seu amor em 140 caracteres. Não parece tentador? Sim, o que era imaginável apenas para propaganda de carro de telemensagens e para tema de concurso do faustão pro dia dos namorados, agora é uma realidade. E graças ao Twitter, aquela tal de rede social em que você só pode postar mensagens resumidas a 140 caracteres.
Realmente aquela limitação linguística do Twitter foi uma benção para milhões e milhões de apaixonados e apaixonadas deste mundo que, a despeito de bater aquele bolão no jogo do amor e do sentimento, sempre ficaram muito abaixo das expectativas na hora de colocar no papel o que sentia pela pessoa amada.
Bingo! O Twitter, além de ser a salvação para essas pessoas, certamente imprime um padrão novo para todas as declarações de amor deste mundo: saem de cena aqueles textos gordurosos, longos, cheios de referências emocionais e se privilegia declarações de amor rápidas, curtas, mas extremamente eficientes.
Pense bem: ao invés de gastar dias elaborando uma cartinha, você pode tecer loas à pessoa amada em curtas frases, várias vezes ao longo do dia, substituindo os arrastados, ineficientes E frustrantes dias que você levaria pra elaborar a tal declaração de amor não limitada a 140 caracteres. Também, e principalmente, pode transformar a sua própria rotina em uma declaração de amor. Esta não é senão a função n.º 1 desta incrível ferramenta?
"Acabei de acordar. Estou ouvindo o canto dos pássaros que gorjeiam pela manhã. Te amo Fulana". Que tal? Ou melhor; "Estou no trânsito. Odeio o trânsito, mas você eu Amo, querida Ciclana". Sim, apaixonado ou apaixonada que sempre foi um desastre na hora de botar no papel o que você sente pela pessoa amada: são novos tempos! Abaixo ao exibicionismo gramatical! Viva à utilidade e ao senso prático das declarações de amor do século 21!
Pense que: além de resolver aquele velho problema das palavras que não lhe vem à mente na hora de escrever longos textos, você pode declarar seu amor à pessoa adorada sem se desgrudar do que você mais adora: Tuítar. E, se você é uma pessoa muito "seguida" (na linguagem do Twitter, por favor), pode unir o útil ao agradável: transformar o seu sentimento pela pessoinha que mora no lado esquerdo do seu peito em uma agradável fonte de renda. Uma sugestão de declaração: "Ah! Como é grande meu amor por você, Beltrana! Tão grande que estou indo AGORA comprar roupas na #RENNER pra você, na liquidação!".
Ora, em tempos de informação instantânea, blogs, micro-blogs, redes sociais e todo esse turbilhão de novidades, a declaração de amor HÁ de ser igual o Estado idealizado por José Serra que li em uma entrevista por aí: musculosa, mas enxuta, neoliberal, sem inchaço de palavras, sem contorcionismos desnecessários.
Chega de ter nossas pessoas queridas roubadas por pretendentes a Camões e Fernanda Young's! Que se ponha um fim à vantagem estratégica dos que sabem deixar uma garota eletrificada por causa de meia dúzia de parágrafos! E que a oportunidade chegue a todos os desamparados, desde os socialmente desamparados até os desamparados pela tal da inspiração poética!
Aliás, você já declarou hoje o seu amor pela pessoa amada no Twitter? Não? Então corra! E faça do sentimento à pessoa amada sua mais deliciosa rotina!
PS: o pobre autor deste tópico não utiliza e não sabe utilizar o Twitter, e por essa mesma razão acha que está sendo jogado para escanteio pelas cruéis donzelas antenadas nas últimas novidades das redes-sociais.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Cientificidade Eldorática
Com cheiro de sabão barato e ao som de Marvin Gaye, digamos que você acorde num colchão sujo de danone velho e resquicios de uma esfiha do habibs esverdeada.
Sua baba colou seu rosto no famigerado colchão e a ressaca martela seu cérebro enquanto o estômago e o boga preparam para cuspir o "quép cúler dois real" da noite anterior.
O mal estar físico precede a angústia. A angústia é subjugada pelo medo e dúvida.
"Que diabos eu fiz ont..."
O silêncio é quebrado pelo barulho da descarga. "Há mais alguém aqui".
Uma estranha moçoila, acompanhada da tristeza do universo, sai do banheiro. Um verdadeiro soco no estômago.
O que fazer?
Não temos respostas óbvias. Esta é a típica consequência dos investimentos de alto risco concentrados na camada galhofeira da sociedade pós-moderna nas noites da busca pelo Eldorado. A dúvida é: devemos investir na renda fixa?
O amor declarado e assumido nos traz mais de 0,6% (descontando imposto de renda) de benefícios mensais?
Ou devemos arriscar nossa honra e bem-estar liderando traquinagens noturnas que podem render mais de 100% de ganhos de maior liquidez?
A dicotomia de sair de casa com uma garrafa de vodka ou um buquê de flores aflige 107% dos seres humanos de 22 pares de cromossomos autossomicos e o bendito cromossomo final de par Y - X.

As respostas estão nos relatos épicos do passado, presente e futuro de companheiros da empreitada pelo Eldorado.
Tomaremos como base para todas nossas afirmações a metodologia cientificista empírica dos Deuses da Galhofa.
Sua baba colou seu rosto no famigerado colchão e a ressaca martela seu cérebro enquanto o estômago e o boga preparam para cuspir o "quép cúler dois real" da noite anterior.
O mal estar físico precede a angústia. A angústia é subjugada pelo medo e dúvida.
"Que diabos eu fiz ont..."
O silêncio é quebrado pelo barulho da descarga. "Há mais alguém aqui".
Uma estranha moçoila, acompanhada da tristeza do universo, sai do banheiro. Um verdadeiro soco no estômago.
O que fazer?
Não temos respostas óbvias. Esta é a típica consequência dos investimentos de alto risco concentrados na camada galhofeira da sociedade pós-moderna nas noites da busca pelo Eldorado. A dúvida é: devemos investir na renda fixa?
O amor declarado e assumido nos traz mais de 0,6% (descontando imposto de renda) de benefícios mensais?
Ou devemos arriscar nossa honra e bem-estar liderando traquinagens noturnas que podem render mais de 100% de ganhos de maior liquidez?
A dicotomia de sair de casa com uma garrafa de vodka ou um buquê de flores aflige 107% dos seres humanos de 22 pares de cromossomos autossomicos e o bendito cromossomo final de par Y - X.

As respostas estão nos relatos épicos do passado, presente e futuro de companheiros da empreitada pelo Eldorado.
Tomaremos como base para todas nossas afirmações a metodologia cientificista empírica dos Deuses da Galhofa.
Uma mistura de ''Capricho'', ''Para Gostar de Ler", "Pequeno Príncipe" e "Red Tube".
Como diria Herman Hesse:
"O homem sem barba coça os bagos com maestria".
Habemus.
A constante busca do Eldorado perdido
A ideia deste humilde blog surgiu de inúmeras conversas travadas entre os diletos autores deste blog. Sim, conversas sobre questões que nos atingiam diretamente, afligiam, que já haviam mudado e em muito o curso da vida de vários amigos, inimigos, ídolos, conhecidos, desconhecidos, e fatalmente também acabariam influenciando nosso modo de viver.
A idade, 23, 24, 25 anos, anos, enfim, que se acaba a faculdade, e se sente o peso do diploma de graduação que significa o enterro daquela vida tal como conhecíamos, do 'amanhã eu vejo', do 'quando eu tiver essa responsabilidade', do 'a gente se vê num dia desses', do 'não posso que tenho uma cervejada', do 'estou pedindo as contas pq quero passar 3 meses no nordeste viajando', do...enfim.
Eu, particularmente, me dei conta que as coisas estavam mudando em 2 ocasiões: 1- quando meus amigos firmaram compromissos, e, 1 ano depois, descobri que eles estavam falando Sério; e 2- quando Sandy casou, o que significava que, provavelmente, ela não era mais virgem.
A galhofa visionária é como o sentimento de que vc deveria ter saído com aquelas duas garotas ao mesmo tempo, é como o olhar de malícia da caixa de supermercado duma mercearia qualquer de santa catarina, é como o despenteado do seu cabelo depois de uma noite de vadiagem, é como o valor que você, depois de uma meio dúzia de cagibrina na cabeça, dá a certas moças que todos os seus conhecidos insistem em ignorar, enfim, é como ser sequestrado por uma moça com alguns quilinhos a mais na saída de uma noitada que vc juraria que teria um final muito infeliz.
A pergunta que se faz é: como tudo isso foi se perder? Melhor explicando: porque nós deixamos isso se perder? A opinião deste humilde escriba é que os companheiros (eu incluído) estamos todos perdidos. Como o tal do cego no tiroteio o homem do gênero macho não sabe pra onde vai: se fica no meio do saloon onde estão as moças simpáticas, a música e a bebida, ou se foge para a sua casa, daonde nunca mais sairá.
Trocando alhos com bugalhos: a gente não sabe muito bem se continua em busca do Eldorado ou se convence que o Eldorado fica aqui mesmo. Até pq a confusão é inevitável: de um lado, empresas, agências de marketing, hollywood, enfim, promovem o culto do "machão", do José Mayer encarnado, que derruba toda e qualquer moçoila que encontra pela frente.
Por outro flanco, uma pressão silenciosa, constante, onipresente, que vai desde o conselhos de pais, psicólogos e educadores, até daqueles amigos que já descubriram que o Eldorado fica aqui mesmo, para que possamos aderir à nossa nova situação. Às vezes o companheiro está tão perdido que resolve que o Eldorado está aqui, mas da mesma forma, sorrateiramente, continua às buscas de tudo aquilo que foi perdido.
Bem, como isso aqui não é divã nem livro de auto-ajuda, muito menos crônica do Pedro Bial, em que predomina a cultura da lição de moral necessária/vida, se aconchegue, acompanhe, comente, quem sabe a gente não ganha um dinheiro pra pinga com isso?
A idade, 23, 24, 25 anos, anos, enfim, que se acaba a faculdade, e se sente o peso do diploma de graduação que significa o enterro daquela vida tal como conhecíamos, do 'amanhã eu vejo', do 'quando eu tiver essa responsabilidade', do 'a gente se vê num dia desses', do 'não posso que tenho uma cervejada', do 'estou pedindo as contas pq quero passar 3 meses no nordeste viajando', do...enfim.
Eu, particularmente, me dei conta que as coisas estavam mudando em 2 ocasiões: 1- quando meus amigos firmaram compromissos, e, 1 ano depois, descobri que eles estavam falando Sério; e 2- quando Sandy casou, o que significava que, provavelmente, ela não era mais virgem.
A galhofa visionária é como o sentimento de que vc deveria ter saído com aquelas duas garotas ao mesmo tempo, é como o olhar de malícia da caixa de supermercado duma mercearia qualquer de santa catarina, é como o despenteado do seu cabelo depois de uma noite de vadiagem, é como o valor que você, depois de uma meio dúzia de cagibrina na cabeça, dá a certas moças que todos os seus conhecidos insistem em ignorar, enfim, é como ser sequestrado por uma moça com alguns quilinhos a mais na saída de uma noitada que vc juraria que teria um final muito infeliz.
A pergunta que se faz é: como tudo isso foi se perder? Melhor explicando: porque nós deixamos isso se perder? A opinião deste humilde escriba é que os companheiros (eu incluído) estamos todos perdidos. Como o tal do cego no tiroteio o homem do gênero macho não sabe pra onde vai: se fica no meio do saloon onde estão as moças simpáticas, a música e a bebida, ou se foge para a sua casa, daonde nunca mais sairá.
Trocando alhos com bugalhos: a gente não sabe muito bem se continua em busca do Eldorado ou se convence que o Eldorado fica aqui mesmo. Até pq a confusão é inevitável: de um lado, empresas, agências de marketing, hollywood, enfim, promovem o culto do "machão", do José Mayer encarnado, que derruba toda e qualquer moçoila que encontra pela frente.
Por outro flanco, uma pressão silenciosa, constante, onipresente, que vai desde o conselhos de pais, psicólogos e educadores, até daqueles amigos que já descubriram que o Eldorado fica aqui mesmo, para que possamos aderir à nossa nova situação. Às vezes o companheiro está tão perdido que resolve que o Eldorado está aqui, mas da mesma forma, sorrateiramente, continua às buscas de tudo aquilo que foi perdido.
Bem, como isso aqui não é divã nem livro de auto-ajuda, muito menos crônica do Pedro Bial, em que predomina a cultura da lição de moral necessária/vida, se aconchegue, acompanhe, comente, quem sabe a gente não ganha um dinheiro pra pinga com isso?
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