segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cientificidade Eldorática

Com cheiro de sabão barato e ao som de Marvin Gaye, digamos que você acorde num colchão sujo de danone velho e resquicios de uma esfiha do habibs esverdeada.
Sua baba colou seu rosto no famigerado colchão e a ressaca martela seu cérebro enquanto o estômago e o boga preparam para cuspir o "quép cúler dois real" da noite anterior.

O mal estar físico precede a angústia. A angústia é subjugada pelo medo e dúvida.

"Que diabos eu fiz ont..."

O silêncio é quebrado pelo barulho da descarga. "Há mais alguém aqui".
Uma estranha moçoila, acompanhada da tristeza do universo, sai do banheiro. Um verdadeiro soco no estômago.

O que fazer?

Não temos respostas óbvias. Esta é a típica consequência dos investimentos de alto risco concentrados na camada galhofeira da sociedade pós-moderna nas noites da busca pelo Eldorado. A dúvida é: devemos investir na renda fixa?
O amor declarado e assumido nos traz mais de 0,6% (descontando imposto de renda) de benefícios mensais?
Ou devemos arriscar nossa honra e bem-estar liderando traquinagens noturnas que podem render mais de 100% de ganhos de maior liquidez?

A dicotomia de sair de casa com uma garrafa de vodka ou um buquê de flores aflige 107% dos seres humanos de 22 pares de cromossomos autossomicos e o bendito cromossomo final de par Y - X.


As respostas estão nos relatos épicos do passado, presente e futuro de companheiros da empreitada pelo Eldorado.

Tomaremos como base para todas nossas afirmações a metodologia cientificista empírica dos Deuses da Galhofa.

Uma mistura de ''Capricho'', ''Para Gostar de Ler", "Pequeno Príncipe" e "Red Tube".
Como diria Herman Hesse:
"O homem sem barba coça os bagos com maestria".
Habemus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário