quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ah! A linguagem de auto-ajuda!

Não existe nada mais irritante do que esta mania que as pessoas estão tendo de incorporar frases de livros de auto-ajuda ao seu vocabulário. Como se fosse o antídoto perfeito pra cada problema da sua vida. Bateu o carro? Paulo Coelho na cabeça. Perdeu o horário e levou bronca do chefe? Tome uma dose de Augusto Cury. Está no pior dia da sua vida? Arnaldo Jabor é o ideal.

Um exemplo é a coitada de uma amiga, que não estava no mais feliz dos seus dias. Como resposta, a outra mandou: "Talvez o dia de hj não seja o melhor dia da sua vida, mas cada dia é especial e insubstituível, portanto, aproveite-o ao máximo!". Ora, porque Eu gostaria de aproveitar ao máximo a porcaria de um dia que dá tudo errado? Nesses dias, tudo que a gente quer é que ele acabe o mais rápido possível. Como diria o sábio ditado, nada com um dia após o outro (veja como até este humilde escriba também tem este vício dos ditados e frases de auto-ajuda..).

Sem contar a frase perfeita do pé na bunda: você acabou de levar um fora da sua namorada ou namorado de 5 anos, trocado (a) por aquela pessoa que você sempre detestou. Aí vem uma amiga bonitinha e manda por e-mail: "Fulano ou Fulana, não fique triste, lembre o que disse Fernando Pessoa: O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Só faltaria vc responder acrescentando: "também existem chifres inesquecíveis...".

Olha, nada contra excessos de otimismo e visão cor-de-rosa da vida, mas às vezes o que queremos, o que mais desejamos é mandar tudo pro raio que os parta. Ou atualizar toda a nossa lista de palavrões e abrir aquela cerveja que estava esquecida no fundo da nossa geladeira.

Transformar a nossa vida em uma novela em que frases semi-prontas são a solução para todos os problemas é castrar-nos do sagrado direito de se irritar e mandar tudo pra....

E bota sagrado nisso!

Da arte de levar a sua garota para dançar

Levar a sua garota para dançar é terapêutico. E não se engane: isto é tão fundamental para a paz entre as nações masculina e a feminina quanto lembrar cada data importante ou não tão importante, quanto à temida e necessária DR, enfim, tão fundamental quanto pegar 2 horas de fila no restaurante do agrado da sua querida no 12 de junho.

De fato, isto passa despercebido pelos bravos camaradas, pelos especialistas em relacionamento, e até pelas nossas queridas companheiras, o que às vezes pode causar sérios desentendimentos e - por que não? - o precoce fim de uma história que poderia causar inveja aos carentes roteiristas de filmes nacionais (geralmente emprestados das novelas da Rede Globo).

Querido amigo, encare uma realidade: as mulheres adoram dançar. E, mais importante que isso, adoram Sair para dançar. Elas não se contentam, por mais romântico que seja, em uma relação baseada apenas em ociosas tardes comendo pipoca e digerindo o box de 6 dvd's de episódios antigos do friends. Ou em um rápido e cartorial jantar em um restaurante qualquer, pra que você a deixe satisfeita o suficiente para encarar uma pernoitada naquele motel que parece a segunda casa da sogra.

Não, meu caro, não cometa este erro. As nossas mulheres precisam de um palanque para desfilar naquele vestido favorito, ou com os sapatos e sandálias compradas na véspera, maquiagens adquiridas em sites de compras coletivas, enfim, mostrar, para você, para outros e principalmente para as outras, toda a sensualidade reprimida nas obrigações e preocupações do dia-a-dia.

Veja bem: não apenas se satisfaça com esta vontade da sua amada, mas comemore com fogos de artifício e vinho na cabeceira da cama: mulher precisa sim ter este inescapável desejo de ser desejada, então seja você O cara que a quer e também é cobiçado por ela. De fato, tanto nós quanto elas precisamos de pequenas medidas terapêuticas que não faça a relação virar uma Abu Ghrabi tupiniquim. Assim, não adianta escondê-la do mundo como se fosse uma iraquiana atrás da burca. Isto só a fará ter mais e mais curiosidade de descobrirdo que acontece além do seu véu.

Faça, então meu amigo, um favor para ela e para si mesmo e leve-a para dançar. Encare como parte do pacote os olhares dos seus inimigos fidagais, o seu pedido para a sua querida exagerar menos na bebida, e a silenciosa competição dela com todas as outras garotas do recinto. Não pode ser tão mal assim, vai?

Recomendo, também, que você vista esta camisa e comece a sentir gosto de levar a sua pequena (ou grande, enfim) para dançar: não faça cara amarrada com aquela música que você odeia mas ela ama, compre uma revista do seu agrado antes de buscá-la para encarar da melhor forma possível a previsível hora de atraso da sua querida e, mais importante, não a deixe sozinha por momento algum, mesmo que para uma rápida ida ao banheiro.

Veja bem, bravo companheiro, esteja certo que a sua pequena reconhecerá o seu Hercúleo esforço e te recompensará em dobro: a pernoitada pode se transformar em um dia inteiro, as TPM's podem ser menos dramáticas, sem contar que você terá um importante argumento na hora da temida DR.

E ai de você se tentar bater o pé para este desejo delas: no fundo elas sabem que Homem que se recusa a levar elas pra dançar é tão inútil quanto aquele que não tem a sensibilidade de sentir ciúmes injustamente, uma vez que seja, ou aquele que não se dá nem o trabalho de protegê-las, com a mais valente das chineladas, da mais temível das baratas.

Meu caro, não caia nesta armadilha, que transformará a sua relação em uma tediosa rotina, fazendo a sua querida se sentir menos desejada que feriado de domingo. Ensaie seus melhores passos, ou banque o desengonçado da pista de dança que faz piada de si mesmo, o importante é ter boa vontade. Transforme esse verbo, levar, em uma arte que só fará você somar mais pontos com ela.

Assim, da próxima vez que sua pequena fale de algum novo lugar interessante para dançar, desempacote o seu melhor sorriso e se prontifique a levá-la no próximo fim de semana. E fim de papo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Eu adoro..

Eu adoro ela. Eu adoro a maneira como ela anda, desanda, sorri. Eu adoro o remorso que ela sente depois de um fim de semana regado a luxúria gastronômica. Eu adoro a sua oscilação de humor, o amor e também a seriedade com que trata as coisas da vida. Eu adoro quando ela faz cara de brava, e também quando ela faz cara de feliz. Eu adoro o quanto ela fica engraçada quando disfarça o seu ciúme, mas também adoro quando ela explode, e diz meia dúzia de coisas que em poucos instantes se arrependerá.

Eu adoro o quanto ela me faz sentir o mais privilegiado dos bon vivants, mesmo sem o dinheiro, a fama, o terno de seda italiano. Eu adoro a sua generosidade, e também a sua sabedoria, por se dar conta de que os encantos do genêro feminino não vêm de marcas sofisticadas, estilistas sensíveis e cabeleleiros afeminados, mas sim de todos os seus anseios e contradições genuinamente expostos, com a graça e charme que só as mulheres possuem.

Eu adoro o quanto ela se esforça pra se manter em cima daquele salto, embora saiba que um par de havaianas a deixaria muito mais confortável. Eu adoro o seu pudor com as coisas mundanas, mas também o seu despudor quando se sente segura o suficiente pra se dar conta de que moralidade só faz parte do mundo externo, não do nosso. Adoro, também, quando ela se mexe um pouco pro lado na calada da noite só pra ficar mais confortável entre os meus braços. E, principalmente, quando me diz, quase que sem querer, que nada nessa vida pode ser tão ruim pra fazer a gente esquecer o quanto ela pode ser maravilhosa.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Off topic: Eu e Ela. Ela e Eu.

Eu e Ela. Ela e Eu.
Mais um domingo se vai.
Domingo é o dia mais contraditório da semana:
De um lado é o melhor, pois nele estamos livres dos nossos chefes, do trânsito, dos lugares proibidos para estacionar.

Por outro, estamos apenas a algumas horas da segunda-feira, para mais uma rodada de trabalho, compromissos e dores de cabeça.
Este domingo foi mais comum do que os outros.
Não houve roda de amigos, não houve jogo do São Paulo, muito menos aquela ida ao cinema para ver um filme que tivemos a impressão de já ter assistido várias e várias vezes.
Simplesmente houve Eu e Ela, Ela e Eu.

Diria que, em uma escala de ócio de 0 a 10, estaríamos perguntando se existe algum número maior do que 10. Ah se perguntaríamos! E haja lençóis, beijos, abraços, caretas, beliscões.....hmm, lógico que não se pode esquecer do telefone e daquela agenda telefônica com o número da pizzaria mais próxima de casa! Ou até passar antes no mercado pra comprar aquela garrafa de vinho barato e um tantinho de nada de chantilly, o que pode fazer toda a diferença!

E, cá pra nós, como é boa a sensação de simplesmente não se fazer nada com quem se gosta, e ao mesmo tempo pensar que não há nada mais importante nesse mundo, nada mais perfeito, nada mais indispensável.

Passamos dias, meses, anos, às vezes a nossa vida inteira pautada na busca de grandes fortunas, grandes planos, grandes realizações, sem se dar conta de que a felicidade pode estar aí, ao nosso lado, não sendo necessário muito dinheiro, nem falsas aparências, para ser completa.

No meu caso, caro (a) amigo (a), felicidade pode muito bem se resumir a Eu e Ela, Ela e Eu. =]

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Afinal, o que querem os homens?

PS: em tempos de mulheres cariocas, seriados de comportamento, e tudo no sentido de desvendar o "segredo" dos relacionamentos, em resposta a uma garota muito querida que conheço, escrevo aqui não querendo tomar por procuração quase 3 bilhões de companheiros! Apenas tomo a ousadia de falar por Richard's, Rod's, Ken's e tantos outros amigos que fazem valer a pena, independentemente do clima, ciclo menstrual ou conjuntura política!
















Mulher,
Nós, os Homens, queremos que você seja:
Insegura, Indecisa, Indireta,
Mas Jamais: Infiel.
Queremos que você relate pra nós todas as suas inseguranças, incertezas, injustiças,
Enfim, tudo no sentido de mostrar sua complicada natureza feminina,
Para que reclamemos, praguejemos, tenhamos ódio! Mas que em meia hora, nem mais nem menos que meia hora, já queiramos você de volta aos nossos braços, em um reencontro que nada tenha a dever aos filmes mais bregas da sessão da tarde!

Mulher,
Nós queremos que você vista a sua saia mais curta, mas que curta, como nunca na vida, nosso ciúme, nosso ódio dos caras que, nem no mais ridículo pesadelo, tenham você nos braços, mas que fazem de uma simples saída ao bar, à balada, ou à padaria para comprar pão, a mais nobre arena de duelos pela mulher amada.

Nós queremos, definitivamente, manhãs em que você acorde sem maquiagem, sem o menor alcance de glitter's, baton's, blush's e expressões que nem lembramos e nem fazemos questão de lembrar, só para que a gente tenha o indescritível privilégio de lembrar o quanto você é linda, o quanto a sua existência faz bem para a existência de nós, Homens.

Queremos, aliás, sem a menor sombra de dúvidas, o seu ciúme quando decidimos jogar futebol, videogame, tomar cerveja, enfim, da sua "intolerância" como um motor para o nosso relacionamento, pois sabemos que no fundo é pura insegurança sua para demarcar território ante esse imenso latifúndio que é a vida de mulheres, boemia, perdições...

E haja insegurança! Queremos que você, com a firmeza de quem Jamais erra, nos censure por datas não lembradas, atrasos pontuais e Até por insensibilidade ao achar ridícula aquela comédia romântica que já assistimos várias e várias vezes! Mas não se iluda: o Poder sempre esteve com você! E definitivamente não é necessária a eleição da mulher presidenta (ou presidente?) para provar que você realmente dirige os rumos da nossa vida!

Mulher,
Nós queremos que você seja o contrário de nós: para que corte as nossas raízes da intolerância, e faça nossos piores preconceitos parecerem os mais mesquinhos existentes. Admiramos muito o seu senso de perdão, tão caro e tão raro para nós, humildes possuidores do orgulho masculino. E também queremos TPM's, pedidos de colo, beijos, abraços, só pra gente ter certeza do quanto é maravilhoso estar e desfrutar da companhia de quem se gosta!

Na verdade, nós, Homens, não pedimos muito: se por um lado aparentamos seguir aquele padrão do macho reprodutor, que derruba e tem todas ao seu alcance, na verdade queremos o mesmo que você: compreensão e a melhor das satisfações depois de uma tarde à toa, sem fazer absolutamente nada e na melhor das companhias, como se não houvesse coisa mais importante neste mundo!

Afinal, o que queremos nós, os Homens? Você quer saber mesmo? Mulher, nós queremos que você seja, verdadeiramente e inequivocamente, Mulher =].

Um abraço de quem ama a sua natureza!

Jun