Pela primeira vez, ela não mentira sobre com quantos caras ela já tinha dormido, nem para as amigas nem para o namorado.
Pela primeira vez, ela andou com preservativo na bolsa, sem medo de parecer "assanhada".
Pela primeira vez, não teve vergonha de usar roupas mais curtas, ou mais "ousadas", como dizem por aí.
Pela primeira vez, ela enxergou que abordagem de marmanjão truculento não é excesso de carinho, mas agressão, violência.
E assim ela dançou, dançou, dançou, até o dia amanhecer..
Pela primeira vez, ela reivindicou seu lugar ao sol, sem antes pensar que precisa antes "endurecer", ou ser menos feminina.
Pela primeira vez, ela disse para a filha que é okay trocar as aulas de futebol pelas classes de ballet, trocar a tiara pelo boné, se assim lhe aprouver.
E assim ela sorriu, sorriu, para quem quiser perceber..
E de primeira em primeira vez, ela foi ficando leve, cada vez mais leve, até flutuar.
Não é ela que mudou. Ela é a mesma pessoa de sempre. A mesma pessoa adorável, que devolve gentileza a quem dá gentileza.
O que mudou é sua atitude em relação às coisas da vida.
Por mais primeiras vezes como em 2015.
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